08/08/2016 16:13

Porque esquecemos que a vida é finita. Inclusive a nossa!!!

Se existe um assunto que ninguém gosta de tocar, é sobre "morte"!

E esse silêncio, fuga e desvio do tema, muitas vezes nos coloca em situações impensadas, quando nos deparamos com o óbito de algum familiar ou amigo muito próximo, daqueles que se sabia tudo (ou se imagina saber tudo!!!).

Quando se está com algum familiar hospitalizado e ele vai à óbito, é de praxe a pergunta se o mesmo será cremado ou não. E a resposta precisa ser neste momento, extremamente precisa pois, para que ocorra a cremação é necessária que a declaração de óbito contenha assinatura de dois médicos que atestem as informações que estarão contidas na mesma.

Então, geralmente as pessoas são pegas de surpresa pois, se dão conta, que de fato, de verdade e concretamente, jamais trataram sobre isto com a real e verdadeira necessidade de fazê-lo.

Naqueles momentos em que tal assunto é ventilado, sempre alguém bastante espirituoso dá um jeitinho de transformar a questão em piada, brincadeira que arranca risos e gargalhadas de outros e, no final, tudo não passa de uma tentativa de "estragar a festa"....

E aí, reside nosso grande tabu: a morte!

Única certeza de nossa existência, todos sabemos ela nos atingirá um dia. A questão é que por não sabermos, dia, hora, local e o como isso irá ocorrer, simplesmente vivemos como se ela jamais nos atingirá.

E perdemos ótimas oportunidades de resolvermos sobre nossos documentos, nossas relações pessoais e interpessoais e mais do que isto, não deixamos claro, o que desejamos aconteça com nosso corpo já que, neste momento, alguém terá que tomar decisões que podem gerar conflitos, estresses desnecessários e mais do que isto, que alguns se sintam "culpados" pelas decisões necessárias à se tomar.

Todos temos que dizer alto, claro e bom tom o que desejamos aconteça com nosso corpo. Claro e evidente esta é uma questão de foro íntimo. Onde cada um coloca todas as suas crenças, ideologicas, paradigmas, concepção de vida, espiritualidade e religiosidade.

Assim portanto, não é algo, nem assunto do qual se possa fugir, protelar, ou considerar inoportuno e desnecessário pois, todos iremos morrer e, alguém terá que tomar uma decisão do destino do nosso corpo físico.

Deixar que os outros decidam pode parecer prático e mais cômodo mas, certamente não é o mais justo com aquele que irá decidir sobre isto.

E é importante que as pessoas tenham claro nossos conceitos sobre todas as questões envolvidas neste momento e neste particular tema pois, ele representa nossa ligação com o desconhecido, o Divino, o maior mistério e segredo de nossa existência.

Assim portanto, não dá para conduzir as conversas sobre a morte, com piadinhas, deboches e sarcasmos. O que pensamos, o que sentimos e o que queremos é mais do que necessário para que de fato, as pessoas, no momento do fato, saibam como decidir e o façam com firmeza, sem titubeios, dúvidas e incertezas.

Isto precisa estar claro e objetivo para que de fato, nossa vontade prevaleça e que, aquilo que acreditamos, cultuamos e visualizamos enquanto corpo espiritual siga o caminho e destino tendo por base, nossas crendices, nossos conceitos e nossa liberdade de escolha.

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