22/05/2011 06:41

Dívida, dívidas, dívidas... Quando a herança vira um pesadelo!!!

 Todos nós já cruzamos com algum manual ditando o que fazer na hora que as dívidas tornam-se um verdadeiro pesadelo e as famílias simplesmente param de ter vida própria...

Eles sempre começam falando que quando a pessoa gasta mais do que o orçamento permite, obtem no mercado mais crédito do que seu salário consegue pagar e por aí vaí, sempre colocando como se o "devedor" fosse o único responsável pela situação em que se encontra.

Não se encontra nada, em lugar nenhum falando sobre dívidas deixadas de herança. Aquela dívida que você ouve a vida toda, colocada erroneamente  em frases que alardeam que  "morto" não paga dívida...

Em parte, a colocação até que está certa. Já que o sujeito está "morto", portanto deixou de ter esta vida terrena, ele certamente não irá pagar a dívida mas, e aí é que mora o perigo, os herdeiros do "morto" respondem pela mesma até o valor do patrimônio deixado de herança...

Aqui é que começam as inúmeras armadilhas  em que dívidas deixadas de herança podem nos colocar.

Se o "morto" tinha patrimônio em bens imóveis, carro, dinheiro em banco, etc... etc... a coisa é bastante simples: abre-se o inventário e concluído, paga-se as dívidas deixadas pelo dito cujo. Mas, e sempre existe o mas... o "morto" pode deixar um mundaréu de coisas (casas, apartamento, terrenos, sítios, fazendas, carros, dinheiro em banco, etc... etc...) e todas elas estarem com documentos a serem regularizados e o dinheiro deixado no banco ser insuficiente para pagar dívidas com o fisco, com a prefeitura, etc... etc...

Ocorre que existem dívidas que precisam ser quitadas para que se dê início à regularização de determinados documentos e posteriormente à isto, iniciar-se um procedimento de inventário que vá liberar algum imóvel que possa ser vendido para que as dívidas deixadas pelo "morto" sejam saldadas.

Pior ainda, é quando o "morto" deixa todo tipo de embróglio possível e imaginável como gente morando de graça em algum imóvel seu, sem documento escrito que defina a situação do dito cujo e de um dia para outro vira caseiro, porteiro, zelador, cozinheiro, diarista, etc; pior ainda, quando o "morto" diz a vida toda que fulano é seu filho, quando nunca foi e de um dia para o outro, o sujeito mesmo com cinquenta anos de idade, "bate o pé e faz birra" dizendo que tem este ou aquele direito e amealha uma centena de testemunhas à seu favor no melhor estilo eu "tiro alguma coisa dos herdeiros" de um jeito ou de outro e, portanto, a partir deste momento herança vira um pesadelo pois, torna-se um saco sem fundo, pois, todo mundo quer tirar alguma vantagem da situação encontrada pelos herdeiros!

Pesadelo daqueles que nem diretor de filme de terror é capaz de mostrar. Pesadelo que faz qualquer orçamento doméstico ir para o espaço pois, se correr o bicho pega e se ficar o bicho come... E como come!

Todos os dias, cruzamos em diferentes ruas, bairros e cidades com imóveis abandonados, largados, jogados ao tempo quando tantas pessoas estão sem um teto. Mas, nos esquecemos que este teto abandonado pode ser o martírio e a derrocada de tantas famílias porque alguém em determinado momento, deixou para trás, ou melhor para "amanhã" um simples papel que faz toda diferença para o bem ou para o mal na vida dos herdeiros.

Pior que a displicência do "morto" é a covardia de quem gravitava em torno do mesmo, sendo beneficiado de todas as maneiras possíveis e imagináveis da omissão e irresponsabilidade do mesmo, de no mínimo lembrar que todos morremos um dia e mais, nunca sabemos quando é este dia e esta hora, portanto, cuidar dos "papéis" do que se tem é o mínimo que devemos fazer; levando pessoas a obterem vantagens no melhor estilo da Lei de Gerson, para garantir a continuidade das benesses mesmo que à custa da destruição financeira dos herdeiros.

Para esta questão particular inexistem manuais de como sair da dívida. A coisa toda é tão surreal, imprevisível e absurda que ninguém sequer se debruça para escrever sobre o assunto.

Dívidas deixadas de herança são o inferno porque todo mundo diz para você que logo esta tempestade vai passar e com o caminhar do tempo, com o passar dos dias, você realmente descobre que as dívidas  passam sim, de mal à pior...

Aí, de nada adianta procurar manuais de como fugir do endividamento. O que fazer quando você tem um real para dividir entre os credores lembrando, que o credor sempre acha que você está fazendo "corpo mole" para pagá-lo e por aí vai...

Para dívidas deixadas de herança não existem manuais de orientação quanto à como proceder. Não existe perdão. Não existe tempo. Não existe desculpa. Morto deixa dívida. Vivo herdeiro do morto paga dívida.

Dívidas deixadas de herança (tanto faz serem materiais ou morais) são a essência do inferno!

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